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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Por Odailson Fonseca

Uma reflexão sobre a autoestima do jovem de hoje.
Uma reflexão sobre a auto-estima do jovem de hoje.
Somos todos escravos do nosso maior inimigo. As mulheres um pouco mais (perdoem-me!). Ele fica lá, às vezes escondido, mas sempre caçoando de nós. É um zombador incontrolável da nossa cara de palhaço. (Sem ofensas, você entenderá…) Ele não fala, nem age, apenas escancara suas gargalhadas sinistras com a nossa história acelerando rápida. Evitamos sempre que podemos. Gostaríamos de fugir dele como um gato foge da água, mas não podemos viver sem ele – nosso rival dos futuros inglórios. E ele sempre ganha, infelizmente. Até o próximo escravo chegar perto, com seu nariz de bola vermelha, e sair zombado também.
Quem é este vilão do mundo das trevas, apesar de só funcionar com a luz?
Apresento-lhe o algoz dos grandes pesadelos de sonhadores acordados.
O espelho.
Quem nunca saiu da sua frente pior do que entrou? As mulheres idealizam “coroas de miss”, mas ele desveste as miragens na triste realidade: com o tempo passando, você perde o “miss e fica só com o “coroa”. É a idade chegando.
Meu irmão é um médico-cirurgião muito inteligente. Como você vê, ele me puxou nas boas qualidades (apesar de ter nascido 2 anos… antes!). Já passou mais de uma década em corredores esterelizados e centros cirúrgicos estressantes. Certa vez me confessou: “Se as pessoas fossem mais felizes consigo mesmas, teríamos muitos médicos desempregados por aí”. E é verdade. Não poucas vezes, o bisturi à laser é a conseqüência a médio-prazo de doenças psicossomáticas fervendo em fogo brando no coração por décadas. Já viu um vulcão? A catástrofe explodindo nada mais é do que a culminância descontrolada da lava viva sob uma crosta de pedra. Como muitos de nós, que desfilamos com sorrisos envernizados trancando a sete chaves um sentimento doído de uma beleza que se foi – ou nunca veio.
Ninguém gosta de se sentir feio. Pior ainda quando os outros também notam isso.
E o espelho continua lá: mostrando cabelos brancos com inúmeras histórias para contar; revelando rugas que emolduram olhares de princesas sem reino; motivando cortar, enxertar e agulhar traços físicos das faces frustradas; obrigando pessoas comuns fazerem caretas circenses para não se verem feias do jeito que são (confesso que eu faço isso sempre que fico sozinho com ele!). Ah, se pudéssemos sobrepor àquela imagem no vidro a beleza ideal dos artistas de capa por aí! “Eu seria feliz e invencível”, desculpam-se os proprietários cativos das contracapas dos catálogos dos feios.
Sabia que existe um mercado indestrutível em nosso mundo consumista? Se você respondeu “remédios”, errou! “Transportes”? Mirou longe. “Setor imobiliário norte-americano”? Não brinca comigo… Nada disso! Para este maravilhoso nicho empresarial, a preocupação com as ações na bolsa é só pra conferir se ela, de couro, combina ou não com as cores do batom e sombra dos olhos. Já descobriu? Ainda não?
Estou falando do lucrativo setor dos cosméticos. Nada por aí – quando digo nada é nada mesmo! – vende tanto quanto qualquer coisa que prometa deixar alguém mais bonito, concorda comigo? Estes dias, numa loja de grife, em um aeroporto internacional, vi na vitrine um creme que custava quatro mil euros. (A vendedora tentava me convencer do preço por se tratarem de lascas de ouro mergulhadas em ovas espremidas de caviar belga. Quase comprei!)
Lembro-me das primeiras aulas de Criação Publicitária que tive na universidade, lá em Curitiba. Meu professor foi profético: “quando quiser vender qualquer coisa para alguém prometa uma sensação de beleza e bem-estar”. Ele estava certo. Ou você já viu por aí, comercial de pneus com garotas-propaganda exibindo alguns na sua cintura? Hoje em dia, até pra vender cimento, caixa de fósforos ou coleira de cachorro tem gente bonita com seus sorrisos incandescentes. (Ok, existe uma única exceção na publicidade brasileira, a palha de aço. Eu sei que você compra Bombril mais por misericórdia da propaganda do que por admiração do seu personagem principal. Aquele mesmo tão magro e sorridente que mais parece um varal vazio com dentes brancos pendurados.) Mas, eu garanto, todo o resto do marketing de produtos se alicerça na premissa básica de que “todo mundo quer ser mais bonito do que é”. E lá se vão os suados reais.
As coisas ficaram assim desde o Jardim do Éden. A partir de lá, não admitimos a expulsão da passarela celestial e ficamos conferindo, incansáveis, se estamos mais iguais aos nossos primeiros pais-modelos: Adão e Eva. Eles eram lindos, à imagem de Deus e esculpidos por Ele com barro e costelas. “Nós também merecemos isto”, reivindicamos. Para tanto, construímos muros de espelhos em volta de nós – para checar a todo instante a satisfação da faminta vaidade que nos domina.
Imagine um elevador-cubículo que, minúsculo, não permite nem que você abra os braços. Mas, revista-o completamente de espelhos de reflexos perfeitos: nos lados, acima, embaixo e nas portas. O que acontece? Além da tontura asfixiante, você vê imagens que se perdem no infinito. O espaço parece uma galáxia e, o melhor de tudo, só mostrando você mesmo. Empurramos nosso cotidiano olhando cara-cara para nossos reflexos.  Construímos elevadores espelhados buscando subir na vida sempre melhorando aquilo que vemos (e quem não foi a criança que ficava tentando virar rápido entre dois espelhos para ver se conseguia se ver por trás ?!).
Lembra de Saul? Os estudiosos dizem que ele era “tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro mais belo do que ele”. Isso significa que ele era o tipo de homem que quando andava no centro de Jerusalém fazia a mulherada flutuar. Pense nas pretendentes mordendo os lábios enquanto ele passava… Seu porte fotográfico extraía suspiros femininos nada discretos, e obrigava os rivais correrem para seus elevadores checarem no reflexo o que lhes faltava. Este era Saul. “Desde os ombros para cima sobressaía a todo o povo” (1 Sm 9:2). Beleza assim ganhou o concurso – Saul virou rei.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

9. Mídia e Esporte e Entretenimento

 
            Quando o tema é esporte, a maioria dos brasileiros se ajeita na poltrona. É nossa característica e principalmente se tratando de futebol. O mundo todo se envolve com esporte não importando sua modalidade. E o que dizer do entretenimento? Mais e mais opções surgem a cada dia, e qual a origem dessa palavra?
Entretenimento provém do latim intertenere, que quer dizer “aquilo que se tem no intervalo das ocupações mais sérias”. No dicionário significa “aquilo que distrai; divertimento”. O verbo entreter pode significar: “distrair-se, iludir, desviar a atenção”. E não tem quem não goste de ao final de um dia atarefado, chegar em casa e se entreter, relaxar. A mídia juntou o útil ao agradável, e tornou o esporte um dos negócios mais rentáveis do país e porque não dizer do mundo! O interesse da mídia pelo esporte não é uma questão de saúde, mas de negócios, para o esporte é divulgação que resulta em patrocínios. Na opinião de Mauro Betti “O entretenimento é parte da indústria cultural e tornou-se fator agregado a serviços e produtos – é o lazer transformado em mercadoria”.
            O esporte-espetáculo favorece um ambiente de negociações entre culturas. A copa 2010 movimentou milhões de dólares, abrindo oportunidades para vários nichos de mercado. A mídia tem mantido o esporte no cotidiano como entretenimento. Mas nem tudo parece flores, infelizmente vivemos a mercê do capitalismo e a mídia é um de seus pilares. Tudo que o capitalismo quer é aumentar o consumo, e a mídia transforma os atletas em verdadeiros deuses, fazendo que sejam idolatrados por todos. Na tentativa de se tornarem iguais aos atletas o consumo se torna inevitável. E poucos conseguem o almejado sucesso. A mídia influência decisões e provoca reações na população. A população é bombardeada com muitas informações e pressões e não conseguem raciocinar e age pelo impulso do momento.
            Dois problemas que são esquecidos pela mídia, são as crianças acima do peso com uma dieta extremamente descontrolada provocada pela exposição prolongada em frente à TV, e crianças que não tem como comer o que é apresentado pela mídia. A preocupação da mídia deveria ser utilizar o esporte para promover um hábito alimentar saudável entre as crianças e utilizar o marketing esportivo para ajudar a acabar com a fome.
            Cabe aos comunicadores, professores, governantes, ensinarem a população a refletir e entender qual o verdadeiro significado e consequências do esporte e de entretenimento. Para que tenham condições de criticar e propor mudanças para essas e outras culturas.

8. Mídia e Educação


De acordo com o dicionário Houaiss a educomunicação é a inter-relação entre a comunicação e a educação. São utilizados recursos audiovisuais, para aulas em que alunos, ou seja, crianças e adolescentes irão desenvolver vídeodocumentários. O mundo digital fascina e desperta o interesse dos alunos pelas aulas, resultando muitas vezes em filmes, se utilizarão da própria mídia para vencê-la.
                Não podemos negar que as mídias se tornaram um mal necessário, cada vez mais sentimos a alienação da sociedade, incapacidade de refletir sobre o que assiste ou vivência. A manipulação frenética a qual passamos nos deixa estáticos. O consumismo tem-se reafirmado a cada dia com a sofisticação, com os avanços tecnológicos e as técnicas de comunicação. O momento é de vital importância para se pensar no papel pedagógico e ideológico das mídias.
            Este método de ensino surgiu a partir dos anos 70, com a Escola de Comunicação e Artes da USP (Universidade de São Paulo). Os alunos e educadores são estimulados a questionarem, produzirem e agirem de forma consciente a realidade social, como cidadãos capazes de dialogar com a realidade em que vivem. E assim prepará-los para analisarem e criticarem a mídia. No Art. 220 - A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
Constituição Federal de 1988, encontramos o objetivo principal do projeto. Os alunos realizam pesquisas, além da sala de aula, entrevistas, fotografias, tornam as aulas atraentes para os alunos, que estão sempre motivados por novos desafios. Os temas estudados fazem parte do cotidiano da sociedade e depois de registrarem tudo que conseguirem sobre o assunto eles desenvolvem os matérias, filmes ou jornais, panfletos educativos, o que acharem mais apropriado, o importante é divulgar o que aprenderam. O tema pesquisado é de acordo com a disciplina o que facilita para a escola o desenvolvimento de um projeto com a participação de toda a escola durante o ano.
            Há uma necessidade de debater o assunto, estimular cada vez mais entidades a realizarem esse programa no campo da investigação. Novos métodos gera insegurança, é preciso quebrar o preconceito e driblar a resistência. É o que tem acontecido projetos como o Educom Rádio de Comunicação e Educação da ECA/USP, o Lata Net, da organização não-governamental Oficina de Imagens, de Belo Horizonte (MG), e o Comunicação e Cultura Fortaleza (CE), Luz, Câmera, Paz, o Navegando nos Direitos e o Catavento são exemplos de como a mídia pode ser usada nos processos de educação e mobilização social.
            Vou concluir não com minhas palavras, mas com as de uma criança que almeja uma sociedade pensante e reflexiva. Estas palavras foram divulgadas por um professor do ECA, de uma criança que participa do projeto educom.rádio:
“Quero uma escola que eu realmente me encontre, em que eu realmente me ache. Eu quero ter em uma escola a possibilidade dos meus auges serem totalmente alcançados. É o que eu quero da minha escola. Desejo nela dar respeito que admiro, ser respeitado por todos e ainda mais quero olhar para os meus professores e admirá-los assim como alguns eu já admiro. Neles, eu e todos os verdadeiros alunos nos espelhamos acima do meu respeito e admiração pelo carinho que sinto de forma igual como sou tratado. Desejo uma escola que, na verdade, eu me identifique e que eu tenha direito de falar e realmente de ser escutado. Quero uma escola que me ajude a encontrar o caminho certo e que me permita opinar no que acho que está errado”.

7. Mídia e Imposição Estética

em construção

6. Mídia e Glamourização do sexo


            Ao longo da existência do homem, a polêmica em torno do sexo vem transformando, denegrindo e o vulgarizando o contexto em que foi criado. A visão que o catolicismo apresenta sobre o sexo é de que ele foi o pecado original, lá no Éden, cometido por Adão e Eva, essa ideia foi passada por gerações, foi transformado em luxúria e vergonha. E deve ser praticado apenas para procriação da espécie e não para prazer. O que temos hoje são lados opostos; resquícios da versão do catolicismo e a liberação do sexo, livre de preconceitos e tabus.
                As consequências desses lados são devastadoras para a sociedade. Um puritanismo forçado, por medo de estar pecando, por castração da felicidade. O outro tornou algo tão puro e santo para o fortalecimento do casal em banalização, vulgaridade, a mercantilização ainda provocou uma aceleração no processo de amadurecimento do ser humano. Tivesse o ser humano respeitado o objetivo de Deus para o sexo, estaríamos com uma sociedade feliz e equilibrada. Com o avanço das tecnologias, a demanda dessa produção teria que ser escoada, a revolução das mulheres nos anos 60 contribuiu muito. O cigarro foi à porta de entrada para mídia estabelecer uma glamourização desenfreada, as campanhas mostravam o slogan “Escolha e Liberdade para Mulheres”, naquele momento aderir ao cigarro era sinônimo de emancipação. O que elas não perceberam é que a liberdade que tanto almejavam iria torná-las escravas do vício e da mídia, se tornaria uma mercadoria da indústria cultural.
                As propagandas chamavam a atenção para feminilidade, doçura, e com sutileza mostrar que a beleza não se herda e sim se compra e que qualquer mulher poderia adquiri-la comprando os produtos certos. Mulheres exuberantes estampavam revistas, cartazes, cinemas, sempre mostrando a figura da mulher ideal como um objetivo a ser alcançado. Não demorou muito para a mídia explorar esse lado em outros produtos, como: carros, roupas, alimentos, perfumes,etc, sempre explorando o lado da feminilidade.  O que ocasionou a cultura da erotização precoce. As novelas, músicas, programas de auditório, entre outras, são grandes vilãs. Cada vez mais crianças se tornam compulsivas por regimes, roupas a maioria apoiada pela mãe. Ao passar em novelas algo que era tabu sendo quebrado, como por exemplo, dormir com o namorado, passa ser comum normal e aceitável a sociedade, esquecendo-se das consequências que isso acarreta. Foi realizada, uma pesquisa pelo Ministério Lar Cristão, “que após entrevistar cerca de cinco mil adolescentes de 22 denominações, entre 1994 e 2000, foi constatado que 52% deles, criados na igreja, já tiveram relações sexuais antes do casamento. A pesquisa revelou que metade desses jovens tem vida sexual ativa com um ou mais parceiros. Dezessete por cento das adolescentes entrevistadas ficaram grávidas pelo menos uma vez, e quatro de cada 100 optaram pelo aborto. Segundo a investigação, os rapazes evangélicos se iniciam sexualmente, em média, aos 14 anos de idade, e as meninas aos 16. O escritor e pastor batista Jaime Kemp, presidente do Ministério Lar Cristão, coordenador da pesquisa, declarou que os resultados do levantamento são preocupantes. “É um grande erro iniciar a educação sexual somente na adolescência. As crianças já estão expostas a um mundo altamente erotizado. “Se não há uma preparação desde a infância, quando a igreja se der conta, pode ser demasiado tarde”, argumentou o psicólogo Ageu Heringer Lisboa, do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos”. O que esperar de uma sociedade formada por jovens que não conseguem cumprir suas fases de desenvolvimento natural? Em que a mulher para ser reconhecida tem que ser desejável, onde o rapaz para provar sua masculinidade tem que ser “pegador” e crescem sem saber lidar com isso.
                A sociedade vive uma incoerência muito grande, hora se preocupa e cria leis que protege crianças e adolescentes, como Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. E ao mesmo tempo permite que a mídia cultue o corpo levando a um desejo descabido.
            Essa mesma sociedade precisa tomar conhecimento do contexto da palavra sexo para Deus, de Sua vontade de dar ao ser humano momentos maravilhosos com a pessoa na qual, fez um juramento de fidelidade perante Ele. A educação é fundamental para retrocedermos, é preciso fazer com que jovens analisem a sociedade, o lar em que vivem, a cultura a qual estão acostumados e que são impostos pela mídia. Pais e educadores precisam estar unidos para esse desafio da  sociedade moderna.

5. Mídia e Reificação da Mulher


A sociedade, apoiada pelos publicitários, se torna plástica, moldável ao sistema capitalista e vem se transformando ao longo dos anos no que poucos visualizam como futuro. Todos os esforços em defesa da dignidade feminina são derrubados pela glorificação do corpo transformando-a em objeto.
O corpo feminino é explorado pela mídia e utiliza excessivamente a imagem feminina em posições, movimentos e ações sensuais, chegando a vulgarizar a figura da mulher. A preocupação dos publicitários em informar a qualidade dos produtos ficou em segundo plano. Um exemplo é o caso das cervejarias que se vêm utilizando de mulheres com corpos esculturais, e nos textos de palavras ambíguas, tornando clara a desvalorização da mulher. Essa desvalorização se torna evidente no surgimento das mulheres-frutas, nas letras de música, em que é comparada com animais.
A mulher passa por uma imposição de beleza criada pela sociedade, que as torna objetos de consumo e cria uma padronização de beleza gerando uma supervalorização. Essa supervalorização associada a algum produto já é natural, e não há questionamento ao ver mulheres maravilhosas ao lado de carros, cervejas, roupas, etc. Para o publicitário é comum e normal, já que seu trabalho é criar necessidades e transformar a necessidade em fetiche. Para Freud, em sua obra “A Psicopatologia da Vida Cotidiana”, é a substituição de um desejo sexual pelo objeto associado a esse desejo, para Marx é definido como necessidade criada pelo capitalismo. Essa necessidade desencadeou uma mercantilização do corpo da mulher, com duas faces: A busca para alcançar o padrão de beleza ideal, que estimula o consumo de produtos, academias, clínicas de estéticas, alimentos e remédios emagrecedores e do outro lado é expresso na forma mais agressiva no tráfico de mulheres. Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), o tráfico internacional de mulheres movimenta US$ 32 bilhões por ano e escraviza um milhão de mulheres para atividades sexuais, principalmente em países da Europa como Espanha, Holanda, Itália, Suíça, Alemanha e França.
            Hoje há uma preocupação entre os neurologistas e psicólogos sobre as consequências do processo da reificação que são destrutivas a sociedade: mulheres depressivas, com problemas comportamentais, se tornam mercadorias, sem mencionar a desestruturação da família, distorção da verdadeira masculinidade e feminilidade, etc. Produtos novos são lançados diariamente, confirmando o aumento do consumismo e fazendo com que cada vez mais consumidoras troquem seu suado dinheiro por algo dispensável e descartável.
            É preciso uma conscientização, e autodisciplina. A mulher precisa saber o que é útil e o que é fútil. Manter certa distância da mídia para que possa visualizar todo o contexto e se libertar da cegueira a qual está envolvida. De acordo com o livro “Na sociedade do consumo passear em shopping ou comprar uma roupa nova não é pecado.” - Mas a atitude de Sócrates pode ajudar muito nesses momentos. O pai da filosofia gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas. Assediado por vendedores, respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz”.
http://www.odebate.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2194&Itemid=90
O universitário na sociedade de consume/Allan Novaes e Martin Kunh (orgs). – Engenheiro Coelho, SP: Unaspress – Imprensa Universitária Adventista, 2010.