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terça-feira, 30 de novembro de 2010

9. Mídia e Esporte e Entretenimento

 
            Quando o tema é esporte, a maioria dos brasileiros se ajeita na poltrona. É nossa característica e principalmente se tratando de futebol. O mundo todo se envolve com esporte não importando sua modalidade. E o que dizer do entretenimento? Mais e mais opções surgem a cada dia, e qual a origem dessa palavra?
Entretenimento provém do latim intertenere, que quer dizer “aquilo que se tem no intervalo das ocupações mais sérias”. No dicionário significa “aquilo que distrai; divertimento”. O verbo entreter pode significar: “distrair-se, iludir, desviar a atenção”. E não tem quem não goste de ao final de um dia atarefado, chegar em casa e se entreter, relaxar. A mídia juntou o útil ao agradável, e tornou o esporte um dos negócios mais rentáveis do país e porque não dizer do mundo! O interesse da mídia pelo esporte não é uma questão de saúde, mas de negócios, para o esporte é divulgação que resulta em patrocínios. Na opinião de Mauro Betti “O entretenimento é parte da indústria cultural e tornou-se fator agregado a serviços e produtos – é o lazer transformado em mercadoria”.
            O esporte-espetáculo favorece um ambiente de negociações entre culturas. A copa 2010 movimentou milhões de dólares, abrindo oportunidades para vários nichos de mercado. A mídia tem mantido o esporte no cotidiano como entretenimento. Mas nem tudo parece flores, infelizmente vivemos a mercê do capitalismo e a mídia é um de seus pilares. Tudo que o capitalismo quer é aumentar o consumo, e a mídia transforma os atletas em verdadeiros deuses, fazendo que sejam idolatrados por todos. Na tentativa de se tornarem iguais aos atletas o consumo se torna inevitável. E poucos conseguem o almejado sucesso. A mídia influência decisões e provoca reações na população. A população é bombardeada com muitas informações e pressões e não conseguem raciocinar e age pelo impulso do momento.
            Dois problemas que são esquecidos pela mídia, são as crianças acima do peso com uma dieta extremamente descontrolada provocada pela exposição prolongada em frente à TV, e crianças que não tem como comer o que é apresentado pela mídia. A preocupação da mídia deveria ser utilizar o esporte para promover um hábito alimentar saudável entre as crianças e utilizar o marketing esportivo para ajudar a acabar com a fome.
            Cabe aos comunicadores, professores, governantes, ensinarem a população a refletir e entender qual o verdadeiro significado e consequências do esporte e de entretenimento. Para que tenham condições de criticar e propor mudanças para essas e outras culturas.

8. Mídia e Educação


De acordo com o dicionário Houaiss a educomunicação é a inter-relação entre a comunicação e a educação. São utilizados recursos audiovisuais, para aulas em que alunos, ou seja, crianças e adolescentes irão desenvolver vídeodocumentários. O mundo digital fascina e desperta o interesse dos alunos pelas aulas, resultando muitas vezes em filmes, se utilizarão da própria mídia para vencê-la.
                Não podemos negar que as mídias se tornaram um mal necessário, cada vez mais sentimos a alienação da sociedade, incapacidade de refletir sobre o que assiste ou vivência. A manipulação frenética a qual passamos nos deixa estáticos. O consumismo tem-se reafirmado a cada dia com a sofisticação, com os avanços tecnológicos e as técnicas de comunicação. O momento é de vital importância para se pensar no papel pedagógico e ideológico das mídias.
            Este método de ensino surgiu a partir dos anos 70, com a Escola de Comunicação e Artes da USP (Universidade de São Paulo). Os alunos e educadores são estimulados a questionarem, produzirem e agirem de forma consciente a realidade social, como cidadãos capazes de dialogar com a realidade em que vivem. E assim prepará-los para analisarem e criticarem a mídia. No Art. 220 - A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
Constituição Federal de 1988, encontramos o objetivo principal do projeto. Os alunos realizam pesquisas, além da sala de aula, entrevistas, fotografias, tornam as aulas atraentes para os alunos, que estão sempre motivados por novos desafios. Os temas estudados fazem parte do cotidiano da sociedade e depois de registrarem tudo que conseguirem sobre o assunto eles desenvolvem os matérias, filmes ou jornais, panfletos educativos, o que acharem mais apropriado, o importante é divulgar o que aprenderam. O tema pesquisado é de acordo com a disciplina o que facilita para a escola o desenvolvimento de um projeto com a participação de toda a escola durante o ano.
            Há uma necessidade de debater o assunto, estimular cada vez mais entidades a realizarem esse programa no campo da investigação. Novos métodos gera insegurança, é preciso quebrar o preconceito e driblar a resistência. É o que tem acontecido projetos como o Educom Rádio de Comunicação e Educação da ECA/USP, o Lata Net, da organização não-governamental Oficina de Imagens, de Belo Horizonte (MG), e o Comunicação e Cultura Fortaleza (CE), Luz, Câmera, Paz, o Navegando nos Direitos e o Catavento são exemplos de como a mídia pode ser usada nos processos de educação e mobilização social.
            Vou concluir não com minhas palavras, mas com as de uma criança que almeja uma sociedade pensante e reflexiva. Estas palavras foram divulgadas por um professor do ECA, de uma criança que participa do projeto educom.rádio:
“Quero uma escola que eu realmente me encontre, em que eu realmente me ache. Eu quero ter em uma escola a possibilidade dos meus auges serem totalmente alcançados. É o que eu quero da minha escola. Desejo nela dar respeito que admiro, ser respeitado por todos e ainda mais quero olhar para os meus professores e admirá-los assim como alguns eu já admiro. Neles, eu e todos os verdadeiros alunos nos espelhamos acima do meu respeito e admiração pelo carinho que sinto de forma igual como sou tratado. Desejo uma escola que, na verdade, eu me identifique e que eu tenha direito de falar e realmente de ser escutado. Quero uma escola que me ajude a encontrar o caminho certo e que me permita opinar no que acho que está errado”.

7. Mídia e Imposição Estética

em construção

6. Mídia e Glamourização do sexo


            Ao longo da existência do homem, a polêmica em torno do sexo vem transformando, denegrindo e o vulgarizando o contexto em que foi criado. A visão que o catolicismo apresenta sobre o sexo é de que ele foi o pecado original, lá no Éden, cometido por Adão e Eva, essa ideia foi passada por gerações, foi transformado em luxúria e vergonha. E deve ser praticado apenas para procriação da espécie e não para prazer. O que temos hoje são lados opostos; resquícios da versão do catolicismo e a liberação do sexo, livre de preconceitos e tabus.
                As consequências desses lados são devastadoras para a sociedade. Um puritanismo forçado, por medo de estar pecando, por castração da felicidade. O outro tornou algo tão puro e santo para o fortalecimento do casal em banalização, vulgaridade, a mercantilização ainda provocou uma aceleração no processo de amadurecimento do ser humano. Tivesse o ser humano respeitado o objetivo de Deus para o sexo, estaríamos com uma sociedade feliz e equilibrada. Com o avanço das tecnologias, a demanda dessa produção teria que ser escoada, a revolução das mulheres nos anos 60 contribuiu muito. O cigarro foi à porta de entrada para mídia estabelecer uma glamourização desenfreada, as campanhas mostravam o slogan “Escolha e Liberdade para Mulheres”, naquele momento aderir ao cigarro era sinônimo de emancipação. O que elas não perceberam é que a liberdade que tanto almejavam iria torná-las escravas do vício e da mídia, se tornaria uma mercadoria da indústria cultural.
                As propagandas chamavam a atenção para feminilidade, doçura, e com sutileza mostrar que a beleza não se herda e sim se compra e que qualquer mulher poderia adquiri-la comprando os produtos certos. Mulheres exuberantes estampavam revistas, cartazes, cinemas, sempre mostrando a figura da mulher ideal como um objetivo a ser alcançado. Não demorou muito para a mídia explorar esse lado em outros produtos, como: carros, roupas, alimentos, perfumes,etc, sempre explorando o lado da feminilidade.  O que ocasionou a cultura da erotização precoce. As novelas, músicas, programas de auditório, entre outras, são grandes vilãs. Cada vez mais crianças se tornam compulsivas por regimes, roupas a maioria apoiada pela mãe. Ao passar em novelas algo que era tabu sendo quebrado, como por exemplo, dormir com o namorado, passa ser comum normal e aceitável a sociedade, esquecendo-se das consequências que isso acarreta. Foi realizada, uma pesquisa pelo Ministério Lar Cristão, “que após entrevistar cerca de cinco mil adolescentes de 22 denominações, entre 1994 e 2000, foi constatado que 52% deles, criados na igreja, já tiveram relações sexuais antes do casamento. A pesquisa revelou que metade desses jovens tem vida sexual ativa com um ou mais parceiros. Dezessete por cento das adolescentes entrevistadas ficaram grávidas pelo menos uma vez, e quatro de cada 100 optaram pelo aborto. Segundo a investigação, os rapazes evangélicos se iniciam sexualmente, em média, aos 14 anos de idade, e as meninas aos 16. O escritor e pastor batista Jaime Kemp, presidente do Ministério Lar Cristão, coordenador da pesquisa, declarou que os resultados do levantamento são preocupantes. “É um grande erro iniciar a educação sexual somente na adolescência. As crianças já estão expostas a um mundo altamente erotizado. “Se não há uma preparação desde a infância, quando a igreja se der conta, pode ser demasiado tarde”, argumentou o psicólogo Ageu Heringer Lisboa, do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos”. O que esperar de uma sociedade formada por jovens que não conseguem cumprir suas fases de desenvolvimento natural? Em que a mulher para ser reconhecida tem que ser desejável, onde o rapaz para provar sua masculinidade tem que ser “pegador” e crescem sem saber lidar com isso.
                A sociedade vive uma incoerência muito grande, hora se preocupa e cria leis que protege crianças e adolescentes, como Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. E ao mesmo tempo permite que a mídia cultue o corpo levando a um desejo descabido.
            Essa mesma sociedade precisa tomar conhecimento do contexto da palavra sexo para Deus, de Sua vontade de dar ao ser humano momentos maravilhosos com a pessoa na qual, fez um juramento de fidelidade perante Ele. A educação é fundamental para retrocedermos, é preciso fazer com que jovens analisem a sociedade, o lar em que vivem, a cultura a qual estão acostumados e que são impostos pela mídia. Pais e educadores precisam estar unidos para esse desafio da  sociedade moderna.

5. Mídia e Reificação da Mulher


A sociedade, apoiada pelos publicitários, se torna plástica, moldável ao sistema capitalista e vem se transformando ao longo dos anos no que poucos visualizam como futuro. Todos os esforços em defesa da dignidade feminina são derrubados pela glorificação do corpo transformando-a em objeto.
O corpo feminino é explorado pela mídia e utiliza excessivamente a imagem feminina em posições, movimentos e ações sensuais, chegando a vulgarizar a figura da mulher. A preocupação dos publicitários em informar a qualidade dos produtos ficou em segundo plano. Um exemplo é o caso das cervejarias que se vêm utilizando de mulheres com corpos esculturais, e nos textos de palavras ambíguas, tornando clara a desvalorização da mulher. Essa desvalorização se torna evidente no surgimento das mulheres-frutas, nas letras de música, em que é comparada com animais.
A mulher passa por uma imposição de beleza criada pela sociedade, que as torna objetos de consumo e cria uma padronização de beleza gerando uma supervalorização. Essa supervalorização associada a algum produto já é natural, e não há questionamento ao ver mulheres maravilhosas ao lado de carros, cervejas, roupas, etc. Para o publicitário é comum e normal, já que seu trabalho é criar necessidades e transformar a necessidade em fetiche. Para Freud, em sua obra “A Psicopatologia da Vida Cotidiana”, é a substituição de um desejo sexual pelo objeto associado a esse desejo, para Marx é definido como necessidade criada pelo capitalismo. Essa necessidade desencadeou uma mercantilização do corpo da mulher, com duas faces: A busca para alcançar o padrão de beleza ideal, que estimula o consumo de produtos, academias, clínicas de estéticas, alimentos e remédios emagrecedores e do outro lado é expresso na forma mais agressiva no tráfico de mulheres. Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), o tráfico internacional de mulheres movimenta US$ 32 bilhões por ano e escraviza um milhão de mulheres para atividades sexuais, principalmente em países da Europa como Espanha, Holanda, Itália, Suíça, Alemanha e França.
            Hoje há uma preocupação entre os neurologistas e psicólogos sobre as consequências do processo da reificação que são destrutivas a sociedade: mulheres depressivas, com problemas comportamentais, se tornam mercadorias, sem mencionar a desestruturação da família, distorção da verdadeira masculinidade e feminilidade, etc. Produtos novos são lançados diariamente, confirmando o aumento do consumismo e fazendo com que cada vez mais consumidoras troquem seu suado dinheiro por algo dispensável e descartável.
            É preciso uma conscientização, e autodisciplina. A mulher precisa saber o que é útil e o que é fútil. Manter certa distância da mídia para que possa visualizar todo o contexto e se libertar da cegueira a qual está envolvida. De acordo com o livro “Na sociedade do consumo passear em shopping ou comprar uma roupa nova não é pecado.” - Mas a atitude de Sócrates pode ajudar muito nesses momentos. O pai da filosofia gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas. Assediado por vendedores, respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz”.
http://www.odebate.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2194&Itemid=90
O universitário na sociedade de consume/Allan Novaes e Martin Kunh (orgs). – Engenheiro Coelho, SP: Unaspress – Imprensa Universitária Adventista, 2010.

4. Mídia e Ideologia Política



             Os meios de comunicação em massa, principalmente a televisão e rádio, alcançam povos longínquos, por isso são os meios mais utilizados. Para que se possa instalar um canal de TV ou rádio é preciso uma autorização do Estado (concessão pública), porque o caminho por onde a mensagem será levada é através das ondas sonoras, ou seja, o ar que é patrimônio público. Com essa tecnologia os movimentos sociais se organizaram e ganharam forças, o que era feito em reuniões em praças públicas, agora seria mostrado ao país dando ânimo e vontade de maiores participações nas decisões em nosso país. A chegada da internet revolucionou os movimentos sociais, que agora podem ser feitos sem sair de casa.
            Para garantir o direito de expressão e a liberdade, algumas regras para a concessão foram estabelecidas: Não será concedida a políticos, não poderá ter mais que 5canais em todo país, limitar a 25% a programação publicitária e reservar 5% da programação para área jornalística. No Brasil essas leis não são cumpridas, 40% das concessões são dadas a empresas privadas que só visam os lucros, 25% dos senadores e 10% dos deputados de nosso país são donos das concessões de rádio e Tv, e a publicidade já esta chegando 100% da programação. Esse monopólio está nas mãos de alguns empresários que são os que decidem o que a população deve saber o que vai interessar o que vai entender e como entender.
            De acordo com a pesquisa realizada pela revista Sem Fronteiras, uma pessoa fica em média três horas e meia por dia assistindo televisão ou ouvindo rádio. Ao chegar em casa o trabalhador quer entretenimento, distração e ao assistir telejornais, novelas, reality shows, ele não se dá conta de um problema gravíssimo, a disfunção narcotizante a qual ele sofre. O indivíduo é bombardeado pelos meios de comunicação com muitas mensagens e as mais variadas, o fato de conhecer os problemas não significa que irão atuar sobre eles. A consciência social fica inalterada, é mero conhecimento passivo, por isso, os jovens passam por problemas não por falta conhecimento, mas por excesso. Um exemplo é a de gravidez precoce, mesmo recebendo tantas informações e orientações a superexposição não deixa espaço para questionamentos e onde não existe questionamento não há liberdade de escolha. É por aí que a mídia faz valer seu melhor artifício a manipulação da realidade dos fatos. Um exemplo de manipulação e distorção dos fatos ocorreu em 1982, pela TV Globo na transmissão de resultados eleitorais adulterados, por um programa de computador para subtrair os votos do candidato Leonel Brizola. Um dia depois a verdade foi revelada porque o Jornal do Brasil fez uma contagem paralela, nas juntas eleitorais (KUCINSKI, 1998). Hoje não é diferente, somos manipulados o tempo todo e manipulamos também, queremos ser aceitos, ouvidos, questionados.
                A manipulação faz parte da vida em sociedade, o marido com a esposa, o filho com a mãe, o aluno com o professor, o trabalhador com o patrão, e vise e versa. A manipulação não pode sequestrar a necessidade que o ser uma tem pensar, agir, conforme sua consciência. Não pode coagir o cidadão a aceitar uma ideologia imposta, no padrão estético, nos valores, no conjunto de ideias que se tem sobre o mundo que é imposto por alguns.
                Todos têm o direito à comunicação de forma consciente e o governo tem leis que nos garantem esse direito, é preciso cobrar das autoridades que essas leis sejam exercidas. Comunicação é democracia e um direito adquirido, só temos que buscá-la.


3. Mídia e Imperialismo Cultural


A forma como alguns países se vestem, o gosto musical, e até a maneira de pensar e agir sofre interferência do imperialismo cultural. Que nada mais é, que a exposição da cultura de um povo sobre o outro, de maneira espontânea ou por imposição, são colocados modelos de comportamento social e valores, e aceitos como certos, e imitados por essa outra cultura, e é divulgado como o melhor dentro da sociedade. O meio que o imperialismo se utiliza é a dominação econômica e fez com que a globalização acontecesse de forma consumista e não cultural.                                                                                                                         
            O imperialismo cultural tem objetivos definidos. A política desempenha o papel de desassociar as raízes culturais e tradições de solidariedade, trocado por necessidades criadas pela mídia. Assim, as pessoas se tornam alienadas e perdem o vínculo de comunidade e isola os indivíduos uns dos outros. A econômica busca padronizar a consciência popular através de suas mercadorias culturais. Uma das principais fontes de lucros é a exportação do entretenimento, e o alvo principal dessa exploração são os jovens. Sua impulsividade e falta de maturidade os deixam vulneráveis à propaganda consumista. A rebeldia da juventude é controlada ou manipulada pela mídia, utilizando uma linguagem apropriada, visando também reprimir qualquer base para uma ameaça política.  
            O mérito de imperialismo cultural não é só da mídia, séculos atrás a igreja e as autoridades públicas também inculcaram essa hegemonia nos povos, em nome de divindades ou do absolutismo. Hoje com novas técnicas os filmes e atores de Hollywood são mais influentes que o Vaticano. As revistas, rádios e TV, são os principais meios utilizados pelo imperialismo cultural, o Estado sede as concessões a empresas privadas que geram lucros altíssimos, em troca essas empresas divulgam os interesses do Estado em forma de notícias tendenciosas e entretenimento.
            O imperialismo cultural, tira da sociedade o patriotismo, passa-se a reconhecer o outro como melhor. Os EUA são mostrados como o melhor lugar, como heróis, qualquer pensamento contrário é considerado terrorista. Tornar a sociedade insensível aos crimes contra a humanidade é outro objetivo. Jogos de vídeo games da guerra no Iraque tornaram-se comuns e aceitáveis.
            É preciso buscar meios para conscientizar a sociedade das consequências do imperialismo. Valorizar nossas raízes, a nossa cultura, e principalmente a vida do ser humano, que deve estar em primeiro lugar.

http://www.galizacig.com/actualidade/200409/possibilidades_o_imperialismo_da_razao_neoliberal.htm

2. Mídia e Racismo


O Brasil é um país que se orgulha de suas morenas e mulatas, chega a exportar mulatas de corpo escultural e de muito samba no pé. Olhando por esse prisma não imaginamos um país racista e preconceituoso, mas isso só aparência. Vivemos num contexto que o capitalismo capturou nosso imaginário social converteu-o em lógica de negócio e mercado, e a mídia entendeu a lição e levou ao pé da letra.
                Perguntar a um brasileiro se ele é racista, é ofensivo, ninguém admite ser racista é preconceituoso ser. Muitas vezes o racismo é colocado na mídia de forma tão sútil, que a situação se inverte e o racista acaba sendo o próprio negro. Após o Brasil passar por uma fase de transição para democracia não percebemos vontade política para realizar ações de mudanças nesse sentido. A mídia está cada vez mais subliminar, não tem uma visão antropológica, ou seja, não respeita as diferenças regionais cultural do país e sobrecarrega a população com conteúdos racista e machista. Se curva para poucos detentores dos meios de comunicação de massa, que por sua vez são brancos.
            Ao analisar programas como, jornal e novelas da Globo é fácil lembrar-se de um repórter negro, Heraldo Pereira e sabe por que? Ele é o único. A novela Passione inovou, colocou um negro no papel de um executivo bem sucedido de uma grande empresa, ao seu lado outros executivos bem sucedidos estão na trama, todos com família, menos o negro que está solto, sem mãe ou filhos, sem origens. Há movimentos sociais em direitos das mulheres, gays, índios, mas quando surge uma reivindicação em políticas públicas e para a educação das relações étnico-raciais a elite e movimentos sociais brancos se recusam a combater o racismo e seus derivados. A mídia divulga pouquíssimas as vitórias desses movimentos. O dia da Consciência Negra, e a lei 10639 que decreta o ensino de história da África e da cultura afro brasileira, são pequenas vitórias alcançadas. O PNBE/2010, estabelecido pelo MEC/FNDE, como objetivo a “Observância de princípios éticos necessários à construção da cidadania e ao convívio social republicano”, e conforme anexo III do referido edital, que “Serão excluídas as obras que: 1.3.1. veicularem estereótipos e preconceitos de condição social, regional, étnico- racial, de gênero, de orientação sexual, de idade”. Estaria tudo certo não fosse à aprovação do MEC para distribuição da literatura de Monteiro Lobato “Caçadas de Pedrinho”, publicado no ano de 1933, que difunde uma visão destorcida sobre o negro e o universo africano, apresentando personagens negras, pouco inteligentes, até mesmo comparando-as com animais.
                O racismo é chamado de “cordial” porque dificilmente fere abertamente e foi definido assim pela própria mídia, seus textos ambíguos deixam em dúvidas se os negros estão sendo vítimas ou não do racismo. Nosso país trata a maioria como minoria, e permite que eles sejam chamados de complexados.
O primeiro passo para nos orgulharmos de nossos negros, são nossas raízes, é assumindo que realmente há preconceito e racismo em nosso país que conseguiremos solucionar o problema. Um diálogo franco e aberto nas escolas, universidades, nas políticas sociais, nos movimentos sociais, acarretará maturidade para aceitar o que somos e fazermos as mudanças. Diálogo é fundamental, num futuro próximo teremos o os primeiros formandos negros que participaram do sistema de cotas das universidades, essa e outras vitórias é que farão cidadãos livres de preconceitos e de racismo, livre de violência. A educação só ocorrerá quando entendermos que existe interdependência entre os seres humanos e que é necessária a troca de conhecimento.

simsenhoras.blogspot.com/.../racismo-na-mdia.html

1. Mídia e o capitalismo e consumo supérfluo

     

Quando o assunto é consumo logo se pensa em desculpas para justificar as compras que realizamos a cada momento. Se existe algo que relaxa, que trás sensação de felicidade é passear pelo shopping e sair com sacolas cheias (mais para as mulheres). O que muitos não pensam na hora de comprar é que o dia de vencimento dessa fatura irá chegar, e quando a fatura vence aquele relaxamento e felicidade desaparece rapidamente.
Compras programadas, orçamentos planejados dificilmente trarão consequências ruins, o problema é que a maioria da população não tem essa organização, não por descuido, mas porque geralmente fazem milagres com o que ganham e outros porque ficam desorientados frente aos bombardeios publicitários.  Há um dilema a ser resolvido, o ser humano trabalha para manutenção e para melhorar a qualidade de vida. Qualidade que é imposta por uma sociedade capitalista, onde a felicidade está no corpo perfeito, no carro do ano, no tênis de marca, em joias, em grandes casas. E a sociedade acaba sendo consumida pelo consumo. Dívidas, horas extras, trabalhos de free lanse, passam a fazer parte do cotidiano de um povo cada vez mais estressado e depressivo.
A globalização é algo relevante para educação interdisciplinar, além de aproximar culturas. Mas essa mesma globalização favoreceu mais o consumo supérfluo do que a cultura. As corporações detentoras de grandes marcas escravizam toda uma sociedade em prol de lucros exorbitantes, ocasionando um distúrbio psicológico conhecido como oneomania que é associada a fatores como: ansiedade, frustração, depressão, transtornos de humor e um desejo reprimido de possuir as coisas. Sem mencionar o trabalho infantil, escravo que essas empresas fazem ao se estabelecerem em países de subdesenvolvidos. É preciso planejar o orçamento familiar, calcular friamente a necessidade de cada produto, não é preciso deixar de comprar, mas fazê-lo de forma consciente.
A mensagem é simples e direta, é preciso pisar no freio quando se trata de consumo, a saúde precisa disso, o planeta também agradece, e capitalismo enlouquece.