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terça-feira, 30 de novembro de 2010

3. Mídia e Imperialismo Cultural


A forma como alguns países se vestem, o gosto musical, e até a maneira de pensar e agir sofre interferência do imperialismo cultural. Que nada mais é, que a exposição da cultura de um povo sobre o outro, de maneira espontânea ou por imposição, são colocados modelos de comportamento social e valores, e aceitos como certos, e imitados por essa outra cultura, e é divulgado como o melhor dentro da sociedade. O meio que o imperialismo se utiliza é a dominação econômica e fez com que a globalização acontecesse de forma consumista e não cultural.                                                                                                                         
            O imperialismo cultural tem objetivos definidos. A política desempenha o papel de desassociar as raízes culturais e tradições de solidariedade, trocado por necessidades criadas pela mídia. Assim, as pessoas se tornam alienadas e perdem o vínculo de comunidade e isola os indivíduos uns dos outros. A econômica busca padronizar a consciência popular através de suas mercadorias culturais. Uma das principais fontes de lucros é a exportação do entretenimento, e o alvo principal dessa exploração são os jovens. Sua impulsividade e falta de maturidade os deixam vulneráveis à propaganda consumista. A rebeldia da juventude é controlada ou manipulada pela mídia, utilizando uma linguagem apropriada, visando também reprimir qualquer base para uma ameaça política.  
            O mérito de imperialismo cultural não é só da mídia, séculos atrás a igreja e as autoridades públicas também inculcaram essa hegemonia nos povos, em nome de divindades ou do absolutismo. Hoje com novas técnicas os filmes e atores de Hollywood são mais influentes que o Vaticano. As revistas, rádios e TV, são os principais meios utilizados pelo imperialismo cultural, o Estado sede as concessões a empresas privadas que geram lucros altíssimos, em troca essas empresas divulgam os interesses do Estado em forma de notícias tendenciosas e entretenimento.
            O imperialismo cultural, tira da sociedade o patriotismo, passa-se a reconhecer o outro como melhor. Os EUA são mostrados como o melhor lugar, como heróis, qualquer pensamento contrário é considerado terrorista. Tornar a sociedade insensível aos crimes contra a humanidade é outro objetivo. Jogos de vídeo games da guerra no Iraque tornaram-se comuns e aceitáveis.
            É preciso buscar meios para conscientizar a sociedade das consequências do imperialismo. Valorizar nossas raízes, a nossa cultura, e principalmente a vida do ser humano, que deve estar em primeiro lugar.

http://www.galizacig.com/actualidade/200409/possibilidades_o_imperialismo_da_razao_neoliberal.htm

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