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terça-feira, 30 de novembro de 2010

6. Mídia e Glamourização do sexo


            Ao longo da existência do homem, a polêmica em torno do sexo vem transformando, denegrindo e o vulgarizando o contexto em que foi criado. A visão que o catolicismo apresenta sobre o sexo é de que ele foi o pecado original, lá no Éden, cometido por Adão e Eva, essa ideia foi passada por gerações, foi transformado em luxúria e vergonha. E deve ser praticado apenas para procriação da espécie e não para prazer. O que temos hoje são lados opostos; resquícios da versão do catolicismo e a liberação do sexo, livre de preconceitos e tabus.
                As consequências desses lados são devastadoras para a sociedade. Um puritanismo forçado, por medo de estar pecando, por castração da felicidade. O outro tornou algo tão puro e santo para o fortalecimento do casal em banalização, vulgaridade, a mercantilização ainda provocou uma aceleração no processo de amadurecimento do ser humano. Tivesse o ser humano respeitado o objetivo de Deus para o sexo, estaríamos com uma sociedade feliz e equilibrada. Com o avanço das tecnologias, a demanda dessa produção teria que ser escoada, a revolução das mulheres nos anos 60 contribuiu muito. O cigarro foi à porta de entrada para mídia estabelecer uma glamourização desenfreada, as campanhas mostravam o slogan “Escolha e Liberdade para Mulheres”, naquele momento aderir ao cigarro era sinônimo de emancipação. O que elas não perceberam é que a liberdade que tanto almejavam iria torná-las escravas do vício e da mídia, se tornaria uma mercadoria da indústria cultural.
                As propagandas chamavam a atenção para feminilidade, doçura, e com sutileza mostrar que a beleza não se herda e sim se compra e que qualquer mulher poderia adquiri-la comprando os produtos certos. Mulheres exuberantes estampavam revistas, cartazes, cinemas, sempre mostrando a figura da mulher ideal como um objetivo a ser alcançado. Não demorou muito para a mídia explorar esse lado em outros produtos, como: carros, roupas, alimentos, perfumes,etc, sempre explorando o lado da feminilidade.  O que ocasionou a cultura da erotização precoce. As novelas, músicas, programas de auditório, entre outras, são grandes vilãs. Cada vez mais crianças se tornam compulsivas por regimes, roupas a maioria apoiada pela mãe. Ao passar em novelas algo que era tabu sendo quebrado, como por exemplo, dormir com o namorado, passa ser comum normal e aceitável a sociedade, esquecendo-se das consequências que isso acarreta. Foi realizada, uma pesquisa pelo Ministério Lar Cristão, “que após entrevistar cerca de cinco mil adolescentes de 22 denominações, entre 1994 e 2000, foi constatado que 52% deles, criados na igreja, já tiveram relações sexuais antes do casamento. A pesquisa revelou que metade desses jovens tem vida sexual ativa com um ou mais parceiros. Dezessete por cento das adolescentes entrevistadas ficaram grávidas pelo menos uma vez, e quatro de cada 100 optaram pelo aborto. Segundo a investigação, os rapazes evangélicos se iniciam sexualmente, em média, aos 14 anos de idade, e as meninas aos 16. O escritor e pastor batista Jaime Kemp, presidente do Ministério Lar Cristão, coordenador da pesquisa, declarou que os resultados do levantamento são preocupantes. “É um grande erro iniciar a educação sexual somente na adolescência. As crianças já estão expostas a um mundo altamente erotizado. “Se não há uma preparação desde a infância, quando a igreja se der conta, pode ser demasiado tarde”, argumentou o psicólogo Ageu Heringer Lisboa, do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos”. O que esperar de uma sociedade formada por jovens que não conseguem cumprir suas fases de desenvolvimento natural? Em que a mulher para ser reconhecida tem que ser desejável, onde o rapaz para provar sua masculinidade tem que ser “pegador” e crescem sem saber lidar com isso.
                A sociedade vive uma incoerência muito grande, hora se preocupa e cria leis que protege crianças e adolescentes, como Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. E ao mesmo tempo permite que a mídia cultue o corpo levando a um desejo descabido.
            Essa mesma sociedade precisa tomar conhecimento do contexto da palavra sexo para Deus, de Sua vontade de dar ao ser humano momentos maravilhosos com a pessoa na qual, fez um juramento de fidelidade perante Ele. A educação é fundamental para retrocedermos, é preciso fazer com que jovens analisem a sociedade, o lar em que vivem, a cultura a qual estão acostumados e que são impostos pela mídia. Pais e educadores precisam estar unidos para esse desafio da  sociedade moderna.

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